VENÂNCIO, VILARINHO OU ZÉ FILHO? A DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE TERESINA INICIA.

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​O Palácio Chagas Rodrigues tornou-se o tabuleiro mais estratégico da capital neste início de ano. Com a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal prevista para o encerramento do período legislativo, em dezembro, as peças começam a se mover em uma disputa que envolve influência política, autonomia institucional e o controle da pauta da maior cidade do estado. O desfecho dessa votação redesenhará as alianças para o biênio 2027-2028.
​1. A Trincheira da Continuidade: Venâncio Cardoso

​O vereador Venâncio Cardoso (PT) surge como o nome que simboliza a resistência do atual grupo de comando. Com o apoio direto do atual presidente, Enzo Samuel (PDT), Venâncio entra no páreo com o objetivo de manter a Câmara como um poder altivo e independente das pressões diretas do Executivo Municipal. Sua candidatura é vista como um braço de diálogo forte com as bases do Governo do Estado.

​2. A Força da Máquina: Bruno Vilarinho

​No flanco oposto, o líder do prefeito, Bruno Vilarinho (PRD), consolida-se como o braço forte do Executivo dentro da Casa. Sustentado pelo prestígio do vice-prefeito Jeová Alencar e com o aval direto do prefeito Sílvio Mendes, Vilarinho representa o projeto de uma Câmara em harmonia absoluta com a Prefeitura, visando facilitar a governabilidade e a aprovação ágil de pautas administrativas de interesse da gestão municipal.

​3. A Alternativa de Equilíbrio: Zé Filho e a Terceira Via

​Enquanto os dois polos se enfrentam, o nome de Zé Filho (PSD) ganha musculatura como uma “terceira via” estratégica. Zé Filho se apresenta como a solução para os vereadores que buscam autonomia e não desejam ver o Legislativo transformado em apêndice de nenhum dos palácios majoritários (Cidade ou Karnak). Ele personifica a independência parlamentar, focada em fortalecer o mandato individual de cada colega e a soberania da Casa.

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